Posted by: joanaalvesfrancisco | December 8, 2011

Programas “low cost” no RJ

O Rio de Janeiro é uma cidade cuja economia se encontra numa época emergente. Prova disso é a recente decisão da agência de classificação de risco Moody’s de ascender o rating do RJ de Baa3 para Baa2, com perspectiva estável. Moody’s destacou a evolução na estrutura de dívida e o desempenho financeiro da cidade, ressaltando a sustentabilidade do desempenho fiscal. Esta subida é também justificada pela queda contínua da dívida (caiu de 99% das receitas correntes em 2005 para 65% em 2010). Para mais informação sobre a atuação de Moody’s em Notícias Globo: Moody’s eleva nota de crédito da cidade do Rio de Janeiro

O facto de ter uma economia em acelerado desenvolvimento e manter elevados padrões de desigualdade social, o RJ torna-se uma cidade muito cara para aceder a produtos e serviços que normalmente são de fácil compra na generalidade da Europa. Festas da moda, lojas de roupa e calçado de marca, espetáculos, festivais de música, aparelhos de electrónica, restaurantes, ginásios, etc., apresentam-se como pequenos luxos que só as elites se podem permitir.

A ideia de que o “Brasil é barato” fica remetida ao passado e há que encontrar soluções para a classe média que procura um estilo de vida com bastante ócio e cultura, mas poucos luxos. Deixo algumas dicas e sugestões de programas acessíveis a todos:

– É essencial ter um cartão de estudante, já que permite ter descontos de 50% em inúmeras atividades e eventos: espetáculos, cinema, festivais de música, entradas em “shows” (concertos para os portugueses), museus, exposições… Ao contrário da Europa, onde os cartões de estudante e cartões jovem apenas dão (normalmente) uma porcentagem simbólica de desconto, no Brasil a entrada é a verdadeira “meia entrada”.

– O cinema é sempre uma boa opção. Com a “meia entrada”, o preço ronda os 10R$ (não chega a 5€) e os shoppings grandes apresentam uma grande variedade de filmes. Normalmente o preço varia ligeiramente entre dias de semana e fins-de-semana.

– Aproveitar os churrasquinhos de galera. Costuma-se dividir o preço da carne por todos ou então oferece-se a carne e cada convidado traz bebidas. É um ótimo programa “low cost” onde se pode estar o dia inteiro e até a noite. Conversar, rir, beber, mergulhar na piscina, ouvir música, dançar, desfrutar da companhia dos amigos, tudo incluido num programa que se pode organizar sem sair de casa.

– Sair para o bairro da Lapa ou Santa Teresa é uma opção que sai bastante mais em conta que as festas e bailinhos organizados pontualmente que custam entre 30 e 100 R$ (sem consumo incluído). Os ingressos apenas incluem entrada e há que pensar em pagar a bebida e o transporte para casa. Esta opção pode sair bastante custosa, assim que há que pensar em alternativas: organizar uma “pré-night” (o famoso botellón ao estilo espanhol) seguido de uma ida aos barzinhos e discotecas da Lapa ou à Festa da Confraria em Santa Teresa. Na Lapa também se podem encontrar feirinhas hippie e sambas ao fim-de-semana, onde todos podem participar. Para o resto, há que estar atento ao que nos rodeia e aproveitar oportunidades!!

– Sair para um chopp com os amigos é sempre uma excelente opção para momentos de conversa e risadas. Há vários bares e butecos espalhados pelo Rio de Janeiro, uns mais baratos, outros mais caros, uns melhor localizados que outros. Enfim, é procurar o que mais se adapta às necessidades do grupo. Alguns exemplos: Devassa, Botequim Informal, 399, Jobi, etc.

– E se o que apetece é uma tarde de conversa com as amigas, nada melhor que um suco e um salgado no BB lanches, no Bibi Sucos ou no Balada Mix. Não são propriamente restaurantes baratos, mas sim muito agradáveis para tomar um suco e por a conversa em dia. Têm milhões de opções de frutas diferentes para batidos e sucos.

– Para comprar roupa, há que esquecer as luxuosas lojas do Rio Design ou do Shopping Leblon. São lindas mas são caras e não compensam. Dêm uma espreitadela na Renner, na Mercatto, na Leader e na Marisa. Não se vão arrepender!!

– Apesar de os cariocas constituirem o segmento brasileiro mais preocupado com o corpo e a beleza e de haver muita concorrência entre ginásios e tratamentos para o corpo, a verdade é que as empresas dedicadas à “malhação” e ao culto do corpo são verdadeiras minas de ouro. Os ginásios dos bairros habitados pela clase média alta e alta, como por exemplo Leblon e Ipanema na Zona Sul ou Barra da Tijuca, têm mensalidades que podem oscilar entre os 250 R$ e os 400 R$ aproximadamente. A recomendação é a seguinte: procurar alguma opção mais acessível (tendo em conta que nunca vamos encontrar um ginásio de 30€ mensais como em Espanha e Portugal) como os condomínios, onde há ginásios mais simples e com preços mais baixos. Outra opção é aproveitar o clima tropical e fazer exercício ao ar livre como correr, abdominais, flexões, andar de bicicleta… Mas de uma forma regrada claro!!

– Para terminar, um tema que aparentemente é um bem de primeira necessidade, mas que aqui mais parece um bem de luxo: saúde. Recomendo vivamente contratar um plano de saúde, já que tudo o que se relaciona com médicos privados e medicamentos tem preços muito elevados. Deve-se procurar um bom plano, adaptado às necessidades pessoais de cada um, verificando a cobertura antes de fechar um contrato com qualquer empresa.


Responses

  1. Excelente post Joana, vc já é praticamente uma carioca. Concordo com tudo que vc disse, o Rio de Janeiro está caríssimo msm e mtas vezes temos que criar opções alternativas para sair, para não gastar tanto. Pq é impossível ficar saindo somente para festas e boates pagando 80, 100 reais (preços para homens). Mtas vezes as opções são Lapa, casa de amigos, churrascos e bares.
    A respeito dos planos de saúde eu acrescentaria tb que mtos médicos na Barra ou Z. Sul não os aceitam ou se aceitam a consulta é marcada para daqui há 2 semanas ou até 1 mês.
    O país ta melhorando, a economia ta crescendo, mas os preços estão cada vez mais altos, uma hora vai explodir.

  2. […] semanas. É um ótimo programa para a noite e o preço é bastante acessível (tal como referi num post anterior). No entanto, não sei o que se passa ultimamente, mas dos 5 filmes que vi, apenas um me convenceu […]


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