Posted by: joanaalvesfrancisco | December 28, 2011

O Mundo ao contrário

Cada vez ouvimos mais notícias sobre a inversão dos papéis dos países no contexto internacional: os países desenvolvidos (em tempos gloriosos com as suas colónias e processos de industrialização) passam a ser países com economias saturadas e elevadas dívidas externas; países em vias de desenvolvimento aceleram o seu processo de crescimento e passam a constituir economias prometedoras e potentes no contexto internacional; os movimentos de migração também se invertem e agora são os países emergentes que recebem europeus que procuram melhores oportunidades.

Recentemente, li uma notícia sobre a perda histórica da economia do Reino Unido para uma economia emergente do Sul da América: o Brasil. De acordo com o “Centre for Economic and Business Research’s annual world economic league table”, a notícia descreve a forma como os rankings evidenciam a mudança do sistema de distribuição de fortunas no mundo, bem como a rapidez do desenvolvimento do Brasil, que tem atualmente um peso altamente significativo na economia mundial. O Reino Unido passa então a ser o 7º país mais rico do mundo, remetendo a 6ª posição do ano anerior para o Brasil.

O Brasil é o maior país da América do Sul. Dispõe de grandes reservas de recursos naturais e uma classe média em acelerado crescimento, tanto financeiro como na sua própria dimensão. Este processo deixa de lado a tradicional associação do Brasil ao futebol e às favelas, para passar a ser um modelo de crescimento e desenvolvimento económico. Por outro lado, o Reino Unido sofre as consequências de uma das piores crises nacionais da história, bem como a falta de capacidade de crédito por parte da Banca e os problemas causados pela Zona Euro. Ainda assim, o nível de qualidade de vida no Reino Unido mantem-se bastante superior à maioria das população do Brasil.

O Brasil apresenta-se como um país atrativo ao investimento, com estabilidade política, recursos naturais que incluem prata, ouro e reservas petrolíferas, sem esquecer a riqueza do Amazonas.

Começa-se a criar uma nova estrutura entre os países, totalmente diferente da que conhecíamos até à década de 90. Tudo se altera, fruto do peso da atuação das respectivas economias: a relação de poderes entre os países; a margem de negociação de cada um deles; até a própria “hierarquia” que se estabelece entre “países desenvolvidos” e “em vias de desenvolvimento” passa a ser uma relação entre “economias potentes” e “economias em crise”.

Notícia completa do Daily Mail aqui.


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